Uso da cloroquina segundo conclusão do Conselho Federal de Medicina!

Uso da Cloroquina : O mundo está vivendo o maior desafio do século na área da saúde, a pandemia da COVID-19.O enfrentamento desta pandemia exige o envolvimento de toda a sociedade, incluindo dirigentes de diferentes países, autoridades da área da saúde, sistemas de saúde, universidades, entidades médicas, cientistas, médicos e demais profissionais da saúde, a imprensa e a população em geral. Em dezembro de 2019, diversos casos de pneumonia por causa desconhecida surgiram na cidade de Wuhan, província de Hubei, China.
 A partir da análise do material genético do vírus que foi identificado, constatou se que se tratava de um novo coronavírus, denominado SARS CoV  2 (do inglês severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 ). A infecção pelo vírus SARS CoV 2 causa a doença que foi denominada COVID. -19 (do inglês coronavírus disease 2019 ), cujos principais sintomas são febre, fadiga etosse seca, podendo evoluir para dispneia ou, em casos mais graves, síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
A doença se espalhou rapidamente pelo território chinês e, posteriormente, pelo mundo, tendo atualmente como epicentros a Europa e os Estados Unidos. Em 30 de janeiro de 2020, a OMS declarou a doença como uma emergência de saúde pública global, e, em 11 de março de 2020, ela passou a ser considerada uma pandemia.

Efeitos colaterais

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) alerta, no item segurança da cloroquina (CQ) e hidroxicloroquina (HCQ), para os seguintes aspectos:
a) Por serem medicamentos utilizados há muito tempo, o seu perfil de segurança é conhecido. Os antimaláricos são considerados medicações imunomoduladoras e não imunossupressoras;
b) As reações colaterais mais comuns são relacionadas ao trato gastrointestinal,
como desconforto abdominal, náuseas, vômitos e diarreia, porém também podem
ocorrer toxicidade ocular, cardíaca, neurológica e cutâneas;
c)Paciente portadores de psoríase, porfiria e etilismo podem ser mais suscetíveis a
eventos adversos cut âneos, geralmente sem gravidade;
d) Em casos raros, pode ocorrer hemólise em pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase;
Especial atenção deve ser dada à interação com drogas que podem levar ao alargamento do intervalo QT, como macrolídeos, quinolonas, alguns antivirais e antipsicóticos.

Conclusão

Presidente do CFM, Mauro Luiz de Brito Ribeiro
Com base nos conhecimentos existentes relativos ao tratamento de pacientes portadores de COVID 19 com cloroquina e hidroxicloroquina, o Conselho Federal de Medicina propõe:
a) Considerar o uso e m pacientes com sintomas leves no início do quadro clínico, em que tenham sido descartadas outras viroses (como influenza, H1N1, dengue), e que tenham confirmado o diagnóstico de COVID 19, a critério do médico assistente, em decisão compartilhada com o paciente, sendo ele obrigado a relatar ao doente que não existe até o momento nenhum trabalho que comprove o benefício do uso da droga para o tratamento da COVID 19, explicando os efeitoscolaterais possíveis, obtendo o consentimento livre e esclarecido do paciente ou dos familiares, quando for o caso;
b) Considerar o uso em pacientes com sintomas importantes, mas ainda não com necessidade de cuidados intensivos, com ou sem necessidade de internação, a critério do médico assistente, em decisão compartilhada com
o paciente, sendo o médico obrigado a relatar ao doente que não existe até o momento nenhum trabalho que comprove o benefício do uso da droga para o tratamento da COVID 19, explicando os efeitos colaterais possíveis, obtendo o consentimento livre e esclarecido do paciente ou dos familiares, quando for o caso;
c) Considerar o uso compassivo em pacientes críticos recebendo cuidados intensivos, incluindo ventilação mecânica, uma vez que é difícil imaginar que em pacientes com lesão pulmonar grave estabelecida, e na maioria das vezes com
resposta inflamatória sistêmica e outras insuficiências orgânicas, a hidroxicloroquina ou a cloroquina possam ter um efeito clinicamente importante;
d) O princípio que deve obrigatoriamente nortear o tratamento do paciente portador
da COVID-19 deve se basear na autonomia do médico e na valorização da relação médico paciente, sendo esta a mais próxima possível, com o objetivo de oferecer ao doente o melhor tratamento médico disponível no momento;
e) Diante da excepcionalidade da situação e durante o período declarado da pandemia, não cometerá infração ética o médico que utilizar a cloroquina ou hidroxicloroquina, nos termos acima expostos, em pacientes portadores da
COVID – 19. Essas considerações que serviram de base para as decisões do CFM basearam se nos conhecimentos atuais, podendo ser modificadas a qualquer tempo pelo Conselho Federal de Medicina à medida que resultados de novas pesquisas de qualidade forem divulgados na literatura.

Presidente defende o uso do medicamento

O presidente Bolsonaro vem defendendo a possibilidade de tratamento da covid-19 com hidroxicloroquina desde a fase inicial da doença, segundo ele, após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado. O governo federal chegou a zerar o imposto de importação cobrado pelo medicamento.

No final de março, o Ministério da Saúde passou a adotar a prescrição da droga para casos graves de pacientes internados com o novo coronavírus. Entretanto, na época, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a indicação da hidroxicloroquina como protocolo de tratamento para covid-19 deveria partir das entidades médicas.

A pergunta que fica é a seguinte se o paciente ao ser conduzido ao hospital levar por escrito uma autorização para o uso do medicamento, com o aval dos familiares os médicos poderão negar a aplicação ?  Caso não seja utilizado e o paciente vier a morrer, o médico ou o hospital  poderá responder pela não aplicação? fica a dúvida,, qual a sua opinião.

 

Publicado em 13.05 2020-Jornal o Estado Notícias SC- Fonte Conselho Federal de Medicia e CBN Agência, edição Carlos Chuspo, Jornal o Estado Notícias SC, Parcer S.M.J. 16 de abril d e 2020-
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