Palhoça comemora 226 anos de fundação com entrega de comendas

Com cerca de 170 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2018, e uma economia em expansão, Palhoça comemora, neste 31 de julho, 226 anos de fundação. Para comemorar a data, dois eventos estão agendados para o próximo dia 8 de agosto: entrega da Comenda Ivo Silveira, com homenagem a 22 pessoas e entidades, e o 3º Pedal Solidário. O evento esportivo será realizado às 20 horas do dia 8 (quinta-feira), com largada e chegada no pátio da Casa Santa Maria dos Anjos, no bairro Caminho Novo. Interessados para o Pedal Solidário podem se inscrever nas lojas apoiadoras ou no local e data do evento.

Natural de Palhoça, Ivo Silveira é considerado um símbolo, uma figura mítica da história da cidade, que, ao longo de sua vida pública, exerceu cargos de prefeito (de Palhoça), deputado estadual em quatro legislaturas e o título de governador de Santa Catarina. Em 2018, foi lançado o livro “Centenário de Ivo Silveira” (26 de março de 1918), que retrata sua vida, acontecimentos marcantes de Palhoça e Santa catarina, de autoria do jornalista Moacir Pereira, com prefácio do prefeito Camilo Martins.

Certidão de nascimento de Palhoça

A necessidade de criar um refúgio no continente para ataques inimigos, como a invasão espanhola à Ilha do Desterro, fez com que, em 31 de julho de 1793, o então governador, Cel. João Alberto de Miranda Ribeiro, enviasse um ofício ao vice-rei do Brasil, Conde Rezende. O nome do município originou-se de casas de pau a pique, construídas com cobertura de palha, denominadas palhoças, localizadas na atual região sul do bairro Ponte do Imaruim. A primeira “palhoça”, uma casa de farinha, foi construída pelo fundador da cidade, Caetano Silveira de Mattos, em 1793.

No “Ofício nº 7”, que é considerado a certidão de Nascimento de Palhoça, Miranda Ribeiro assim descreve (e justifica) o escolhido, para tratar da fundação da cidade: “Não havendo nesta Ilha muitos sujeitos, ou falando com toda ingenuidade, não havendo nenhum que exceda a Caetano Silveira de Mattos , julgo ser indispensável da minha obrigação pôr na respeitável presença de V. Exa. o seu merecimento”.

Ainda sobre as qualificações de Caetano Silveira de Mattos, o então governador escreveu: “Este homem é ativo e zeloso para o serviço, é muito trabalhador e bastantemente remediado, porque possui uns poucos de mil cruzados: tem principiado um famoso estabelecimento no sertão, digo no interior do sertão da Terra Firme, na estrada que vai para a Villa de Lages, onde conserva bastante escravatura, e grandes derrubadas, para principiar as suas plantações”.

Sobre Caetano Silveira de Mattos, o então governador também cita: “agora mesmo se acha atualmente empregado na factura de um armazém ou palhoça, que mandei construir nos matos da Terra Firme, para fazer um depósito de farinha…”

Segundo historiadores, nesse primeiro documento que se refere a Palhoça, a real intenção do ofício era solicitar uma patente militar para Caetano Silveira de Mattos, que, conforme mapas da época, possuía uma fazenda a oeste do local onde foi construído o entreposto comercial. Está anotado que o Coronel João Alberto de Miranda Ribeiro sugeriu ao vice-rei, a nomeação de Caetano Silveira de Mattos para o cargo de “capitão da companhia da infantaria auxiliar da freguesia de S. José, que se acha vago”.

Crescimento econômico

Conforme estimativas do IBGE de 2018, Palhoça tem 168.259 habitantes, sendo o décimo município mais populoso do Estado de Santa Catarina. A cidade faz parte da Região Metropolitana de Florianópolis. Com área de 395 km², Palhoça faz limite com as cidades de São José, ao norte, Santo Amaro da Imperatriz, a oeste, e Paulo Lopes, ao sul.

De acordo com dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), Palhoça foi a quarta cidade de Santa Catarina que mais criou empregos formais em 2018, Consta, no relatório divulgado em janeiro de 2019, que o município da Grande Florianópolis obteve um saldo positivo de 1.446 (que é a diferença entre demissões e contratações), ficando a frente de importantes polos econômicos de Santa Catarina. Palhoça conquistou outro destaque, registrando a sexta maior “expansão relativa no Estado”.

O número de empresas abertas em Palhoça de janeiro a junho deste ano já supera 2018, com mais de 22 mil empreendimentos iniciados e 43.323 novos postos de trabalho.

“Esses números e outros fatos positivos demonstram a força de Palhoça na economia de Santa Catarina, seu potencial de crescimento e a determinação dos empresários e dos trabalhadores palhocenses”, comenta o prefeito Camilo Martins. Ainda segundo o prefeito, fatores como segurança jurídica, ambiente favorável de negócios, incentivos fiscais e desburocratização são fatores que contribuíram para o bom desempenho da economia do município no ano passado, fenômeno que deve se repetir neste ano. O empresário se sente otimista para investir, quando a administração pública acena com incentivos à produção e menos burocracia”, disse Camilo Martins.

Além disso, com quatro faculdades, sendo uma pública (Faculdade Municipal de Palhoça) e um hospital com previsão de inauguração em 2020, o município disponibiliza mão de obra qualificada às empresas. A localização da cidade, situada a pouco mais de dez quilômetros da capital, entre os portos de Itajaí e Navegantes, ao Norte, e Imbituba, ao Sul, é outro ponto favorável na hora da indústria escoar seus produtos.