Durante o exame demissional, o médico determina se o trabalhador está apto ou inapto, considerando doenças ocupacionais e incapacidade.
A análise não é uma prova de aprovação ou reprovação, mas um registro da condição de saúde no momento da saída da empresa.
O trabalhador deve entender como as doenças podem impactar seu estado e quais doenças ocupacionais podem ser consideradas para a inaptidão.

O que pode reprovar no exame demissional?
Durante o exame demissional, a avaliação médica não tem como objetivo apenas aprovar ou reprovar o trabalhador, mas sim determinar se ele está apto ou inapto para o trabalho. As doenças reprovam exame demissional quando há uma incapacidade temporária ou permanente que impeça o exercício da função. Exemplos de condições que podem levar à inaptidão incluem doenças ocupacionais, como lesões por esforço repetitivo, problemas de coluna e perda auditiva decorrente da atividade profissional.
O exame demissional consiste em uma avaliação clínica que, muitas vezes, é acompanhada de exames complementares, conforme preconiza o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) da empresa. Se o médico identificar uma condição de saúde que comprometa o desempenho do trabalhador, ele emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) com o resultado de inapto. Em contrapartida, doenças comuns, como a gripe ou diabetes controlada, geralmente não resultam em reprovação, a menos que haja um comprometimento do estado de saúde que justifique a inaptidão.
O que acontece se eu estiver doente no exame demissional?
Se um trabalhador estiver enfrentando problemas de saúde durante o exame demissional, a avaliação do médico se concentrará na natureza da condição apresentada. As doenças reprovam exame demissional somente se estiverem relacionadas a incapacidade ou se forem condições que afetem o desempenho no trabalho. Portar um atestado ou laudo referente à condição pode facilitar a avaliação, pois o médico poderá considerar informações detalhadas sobre o estado de saúde do trabalhador.
Em casos onde a condição de saúde for reconhecida como doença ocupacional, o trabalhador pode ter direito a benefícios da previdência social e, em determinadas situações, à estabilidade no emprego. Se, por outro lado, a saúde não estiver relacionada ao trabalho, é comum que o procedimento de rescisão siga normalmente e o trabalhador prossiga com o tratamento pela rede de saúde disponível.
O que acontece se eu tiver pressão alta no exame demissional?
A hipertensão, quando controlada e sem riscos associados, por si só não é um fator que reprove no exame demissional. A avaliação se concentrará em determinar se a pressão sanguínea está dentro de níveis adequados e se o trabalhador apresenta algum risco de incapacidade para o trabalho. É importante ressaltar que o profissional de saúde pode pedir nova aferição da pressão se os níveis estiverem alterados no primeiro momento.
Em geral, trabalhadores com pressão alta controlada por medicação podem ser considerados aptos. No entanto, se o médico notar sinais de descompensação, como pressão significativamente elevada ou sintomas que indiquem risco à saúde, o trabalhador pode ser orientado a buscar atendimento médico e, se necessário, ser afastado de suas atividades.
Fazer o exame demissional é obrigatório?
Sim, o exame demissional é obrigatório na maioria das rescisões trabalhistas e deve ser realizado dentro do prazo de até 10 dias após o término do contrato. Essa medida está alinhada com as determinações da Norma Regulamentadora nº 7 e também com o artigo 168 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). É essencial que tanto o empregador quanto o trabalhador estejam cientes desse procedimento para garantir conformidade com as obrigações de saúde ocupacional.
O exame é uma proteção tanto para a empresa quanto para o trabalhador, assegurando que este último deixe a empresa em condições de saúde adequadas, além de proteger a empresa contra futuras reclamações trabalhistas. Caso o trabalhador não compareça ao exame sem justificativa, isso pode ser interpretado como falta e pode ter implicações na rescisão contratual.
O que devo falar no exame demissional?
Durante o exame demissional, é fundamental que o trabalhador seja honesto sobre seu estado de saúde. Informações sobre condições pré-existentes, dores, uso de medicamentos e quaisquer problemas de saúde que possam estar ligados ao trabalho devem ser compartilhadas com o médico do trabalho. Divulgar essas informações é importante para garantir que o exame reflita a real capacidade do trabalhador e para que sua saúde seja devidamente considerada.
Além de relatar seu estado de saúde, é útil que o trabalhador apresente laudos, receituários e atestados que possua, pois isso ajuda o médico a ter um panorama mais completo sobre sua saúde. A sinceridade neste momento é crucial para a proteção dos direitos do trabalhador, evitando complicações futuras relacionadas a doenças ocupacionais não registradas. Portanto, é importante que o trabalhador compreenda que não deve omitir informações, uma vez que isso pode impactar seu histórico de saúde e suas condições futuras de trabalho.

Olá, meu nome é Gabriel, editor do site Jornal O Estado, focado 100%. Olá, meu nome é Gabriel, editor do site Jornal O Estado, focado 100%